“Os clássicos da literatura devem ser lidos e sua leitura, incentivada”

Machado de Assis, Guimarães Rosa, Aluísio Azevedo, Clarice Lispector, Drummond… Você já deve ter ouvido esses nomes e lido ao menos uma das obras desses autores ao longo da vida. Seja porque a escola pediu ou por iniciativa própria.

As obras desses autores são chamadas de clássicos e, através delas, é possível mergulhar na cultura de um país e compreender mais a realidade em seu entorno, mesmo que se trate de uma ficção. O professor de Letras Clássicas, Paulo Martins, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, explica que “o mais importante é que, a partir dessa ficção, conseguimos reconhecer o outro, ou mesmo uma época”.

Cada época possui, então, seus clássicos. “O clássico é clássico justamente porque guarda em si mesmo as leituras que fizeram dele no passado”, afirma o professor.

A aversão criada aos clássicos

Por vezes, algumas pessoas questionam o valor dos clássicos. “Os clássicos devem ser lidos e devem ser incentivados. É óbvio que, em uma determinada idade, você não consegue apreender tudo aquilo que um autor diz, mas isso não inviabiliza sua leitura”, diz Martins.

Quando criada uma aversão a essas obras, o que acaba por acontecer é a desistência da leitura, ou até mesmo que a leitura nem seja considerada. Sobre esse problema, Paulo Martins comenta que “é um trabalho que os professores devem tentar até as últimas transformar essa aversão em algo interessante. A função do professor de literatura é conquistar o seu aluno para o universo da leitura”.

Mas vale lembrar que os pais também têm um papel muito importante no incentivo à leitura. Mesmo que eles mesmos não leiam, é ideal que essa aversão não seja transmitida aos filhos e que eles possam experimentar e se descobrir no universo dos livros.

Fonte: Jornal da USP

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